E a polêmica continua, só tenho a dizer uma coisa:
HIPOCRISIA PURA, ninguém vai parar de comer carne, os frigoríficos não serão fechados, muito menos as granjas.
O que mais da raiva é que as pessoas julgam as coisas usando termos pejorativos e uma visão fantasiosa das coisas. O que eles enxergam como sacrifícios de animais é a visão das velas, cachaça e galinha preta colocada na encruzilhada, uma imagem tão difundida pela mídia, tão hipócrita como esses que se dizem defensores ambientais. Ridículos, se é para defender os animais, pare de comer carne, fechem os frigoríficos, as granjas. Os animais dentro da religião de matriz africana são muito sagrados, são respeitados. Hipócritas!
As pessoas não entendem é que esse "sacrifício" de animais, nada mais é que: A Carne animal será consumida pelos presentes como alimento, assim como fazemos em casa, vamos ao açougue, compramos carne de um animal morto, preparamos devidamente e consumimos. Somente os axés é que serão oferecidos aos seus donos (Orixás). Outra coisa, minha avó mora num sítio, ela cria galinhas, porcos e outros animais, ela os consome, ela mata, limpa, e prepara a carne do animal para consumo, eles vão bater na porta dela para prende-la ou coisa do tipo? Não sabem de nada e ficam proferindo injúrias, calúnias, com uma visão deturpada das coisas. Mais uma vez, Hipócritas!
Aqui será a morada das minhas palavras, dos sentimentos e das reflexões do mais íntimo eu.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Minto, isso é mito
Vivo no mito
minto para afirmar que existo
respiro o mito
minto para ver se acredito
Mito de ser igual
e de não ser olhada diferente
Mito
Sou olhada diferente por muita gente
Vivo no mito
minto para os outros
respiro mito
minto para agradar uns poucos
Que afirmam não existir preconceito
Mito
Essa porra existe e eu aceito
aceito ao negar a minha cor
Vivo Mito
Aceito em negar minha origem
Respiro Mito
E cada abrir de olhos
vejo que vivo na democracia racial
Minto, isso é mito.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Morenidade
Espantam-se quando digo que sou negra,
Corrigi-me dizendo: Não, tu és morena!
Em meu registro estou como parda,
Minha cor não é tão acentuada,
Não sou branca, não sou preta,
Sou uma mulher desfigurada.
Tenho cabelo crespo,
Que chamam de pixaim,
Quando solto, deixo black,
Não hesitam em zombar de mim.
Olham-me de nariz torto,
De olho atravessado,
Rindo e dizendo: Olha a neguinha ai do seu lado.
Passei anos me dizendo morena,
Negando minha ancestralidade,
Hoje não quero saber desta falsa verdade.
Sou negra, e não me engano com essa tal,
Morenidade.
Pollyana Almië
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Meu Brasil brasileiro
Brasil!
meu Brasil brasileiro,
que em meio as desgraças vibra com as cores verde, amarelo e vermelho.
Vermelho?
Não, não temos vermelho em nossa bandeira.
O vermelho está na história brasileira,
Que de tempos em tempos, mostra sua autoridade autoritária,
Sangrando seu povo belo e miscigenado, mostrando uma opressão discricionária.
Ferindo a liberdade da massa, defendendo a sociedade proprietária.
Óh Brasil!
Meu Brasil brasileiro,
Aqui somos herdeiros do tumbeiro
Chamado navio negreiro, que trouxe o povo negro para a escravidão,
Hoje somos afro - brasileiros também vitimas da submissão.
Somos descendentes de escravo submisso, índio preguiçoso e europeu superior,
Somos a mistura de tudo isso que nos transformou em um povo sonhador.
Agora, como filhos desta pátria,
Gritemos aos quatro cantos de toda terra
Somos brasileiros, com orgulho e muito amor.
Pollyana Almië
meu Brasil brasileiro,
que em meio as desgraças vibra com as cores verde, amarelo e vermelho.
Vermelho?
Não, não temos vermelho em nossa bandeira.
O vermelho está na história brasileira,
Que de tempos em tempos, mostra sua autoridade autoritária,
Sangrando seu povo belo e miscigenado, mostrando uma opressão discricionária.
Ferindo a liberdade da massa, defendendo a sociedade proprietária.
Óh Brasil!
Meu Brasil brasileiro,
Aqui somos herdeiros do tumbeiro
Chamado navio negreiro, que trouxe o povo negro para a escravidão,
Hoje somos afro - brasileiros também vitimas da submissão.
Somos descendentes de escravo submisso, índio preguiçoso e europeu superior,
Somos a mistura de tudo isso que nos transformou em um povo sonhador.
Agora, como filhos desta pátria,
Gritemos aos quatro cantos de toda terra
Somos brasileiros, com orgulho e muito amor.
Pollyana Almië
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A Minha Negritude
DEFENDEREI A MINHA NEGRITUDE COM TODAS AS FORÇASNINGUÉM PERFURARÁ O QUE SOU.
DEFENDEREI A MINHA NEGRITUDE COM AMOR
POIS SEI QUE CARREGO NA ALMA E NO CORAÇÃO
A MINHA ANCESTRALIDADE.
E DENTRO DELA A HISTÓRIA DO MEU POVO
DEFENDEREI MINHA NEGRITUDE
SEM DÓ NEM PIEDADE
POIS NÃO TIVERAM PIEDADE DOS MEUS ANCESTRAIS
AÇOITAREI COM PALAVRAS DE AMOR TODOS AQUELES
QUE ZOMBAREM DE MINHA COR, DE MINHA HISTÓRIA
DE MEU VALOR.
COLOCAREI OS PRECONCEITUOSOS NO TRONCO
DO MEU ORGULHO, POIS MEU ORGULHO É SER NEGRA
E MOSTRAREI A ELES A BELEZA DE SER.
MACHUCAREI SEUS CORAÇÕES COM LINDAS LENDAS DO MEU POVO
POIS FOI DELA QUE NASÇEU A BELEZA DESSE PAÍS.
GRITAREI AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO
QUE NESSE MUNDO, SOU NEGRA E FELIZ.
DEFENDEREI MINHA NEGRITUDE
TIRANDO A MÁSCARA, RASGANDO A CARNE
SANGRANDO TODO O TIPO DE PRECONCEITO.
DEFENDEREI MINHA NEGRITUDE, CONTANDO,
CANTANDO E DANÇANDO A MINHA COR.
E MESMO QUE NADA DISSO ADIANTE
CONTINUAREI DEFENDENDO MINHA NEGRITUDE
COM MEU CORAÇÃO CHEIO DE AMOR.
Pollyana Almië
Assinar:
Postagens (Atom)

