21/12/2011
Ser humano é ser ousado. Todos os avanços da humanidade surgiram de uma ousadia, do impensado, da “maluquice” de alguém que não aceitou não ser possível e fez mesmo assim. Não importando-se com rótulos, sucesso ou reconhecimento. Só queria fazer o que sentiu vontade.
Mas a sociedade baseada na exploração de uma classe sobre outra e essa apoiada na exploração de uma raça sobre as demais e de um gênero sobre outro, precisa enquadrar as pessoas e reprimir ousadias. A liberdade é perigosa. Pensar é ameaçador a esse sistema.
Normatizar a sexualidade feminina faz parte da engrenagem que alimenta esse sistema. No mito da criação humana a mulher Eva é a causadora de todos os males da humanidade (naquele momento) e isso se perpetuou no imaginário do mundo ocidental judaico-cristão. Mas todos esquecem que antes de Eva, teve Lilith, a biscate que foi descartada. Ela ousava questionar o poder do deus-todo-poderoso do universo. Lilith não foi só descartada, foi apagada da história. O primeiro caso de desaparecimento forçado é de uma mulher.
Mais do que ousar questionar o poder instituído, é perigoso ousar ser diferente. Como assim ela não tem o corpicho da Gisele Bündchen e ousa esfregar seus quilos a mais na nossa cara? Biscate! Como assim ela não é a Dilma Rousseff e ousa viver sozinha, sem homem? Biscate! Fazer barraco em público? Um namorado novo a cada semana? Transar no primeiro encontro? Tomar a iniciativa e assediar o pobre rapaz? Tudo biscate!
Não gosta dos meus quilos a mais? Problema seu. Não gosta da minha independência, ousadia e das minhas risadas? Ô, coitados. Ficarão eternamente reféns do padrão e do gosto decidido por outro. A roupa que visto, a música que ouço, o jeito que namoro, os lugares onde vou e com quem me relaciono, decido eu.
Até aqui temos exaltado esse nosso jeito biscate de ser. Porque ser biscate é ser livre para fazer o que bem entender, com quem escolher e onde bem quiser. Mas não esquecemos o peso dessa atitude, apenas o assumimos com coragem e com alegria. Sim, porque biscate samba na cara dessa sociedade hipócrita e moralista sorrindo.
Sorrindo, não. Gargalhando. Porque biscate gargalha, e alto. Siga nossas risadas.
Mas a sociedade baseada na exploração de uma classe sobre outra e essa apoiada na exploração de uma raça sobre as demais e de um gênero sobre outro, precisa enquadrar as pessoas e reprimir ousadias. A liberdade é perigosa. Pensar é ameaçador a esse sistema.
Normatizar a sexualidade feminina faz parte da engrenagem que alimenta esse sistema. No mito da criação humana a mulher Eva é a causadora de todos os males da humanidade (naquele momento) e isso se perpetuou no imaginário do mundo ocidental judaico-cristão. Mas todos esquecem que antes de Eva, teve Lilith, a biscate que foi descartada. Ela ousava questionar o poder do deus-todo-poderoso do universo. Lilith não foi só descartada, foi apagada da história. O primeiro caso de desaparecimento forçado é de uma mulher.
Mais do que ousar questionar o poder instituído, é perigoso ousar ser diferente. Como assim ela não tem o corpicho da Gisele Bündchen e ousa esfregar seus quilos a mais na nossa cara? Biscate! Como assim ela não é a Dilma Rousseff e ousa viver sozinha, sem homem? Biscate! Fazer barraco em público? Um namorado novo a cada semana? Transar no primeiro encontro? Tomar a iniciativa e assediar o pobre rapaz? Tudo biscate!
Não gosta dos meus quilos a mais? Problema seu. Não gosta da minha independência, ousadia e das minhas risadas? Ô, coitados. Ficarão eternamente reféns do padrão e do gosto decidido por outro. A roupa que visto, a música que ouço, o jeito que namoro, os lugares onde vou e com quem me relaciono, decido eu.
Até aqui temos exaltado esse nosso jeito biscate de ser. Porque ser biscate é ser livre para fazer o que bem entender, com quem escolher e onde bem quiser. Mas não esquecemos o peso dessa atitude, apenas o assumimos com coragem e com alegria. Sim, porque biscate samba na cara dessa sociedade hipócrita e moralista sorrindo.
Sorrindo, não. Gargalhando. Porque biscate gargalha, e alto. Siga nossas risadas.