Aqui será a morada das minhas palavras, dos sentimentos e das reflexões do mais íntimo eu.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Minto, isso é mito
Vivo no mito
minto para afirmar que existo
respiro o mito
minto para ver se acredito
Mito de ser igual
e de não ser olhada diferente
Mito
Sou olhada diferente por muita gente
Vivo no mito
minto para os outros
respiro mito
minto para agradar uns poucos
Que afirmam não existir preconceito
Mito
Essa porra existe e eu aceito
aceito ao negar a minha cor
Vivo Mito
Aceito em negar minha origem
Respiro Mito
E cada abrir de olhos
vejo que vivo na democracia racial
Minto, isso é mito.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Morenidade
Espantam-se quando digo que sou negra,
Corrigi-me dizendo: Não, tu és morena!
Em meu registro estou como parda,
Minha cor não é tão acentuada,
Não sou branca, não sou preta,
Sou uma mulher desfigurada.
Tenho cabelo crespo,
Que chamam de pixaim,
Quando solto, deixo black,
Não hesitam em zombar de mim.
Olham-me de nariz torto,
De olho atravessado,
Rindo e dizendo: Olha a neguinha ai do seu lado.
Passei anos me dizendo morena,
Negando minha ancestralidade,
Hoje não quero saber desta falsa verdade.
Sou negra, e não me engano com essa tal,
Morenidade.
Pollyana Almië
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Meu Brasil brasileiro
Brasil!
meu Brasil brasileiro,
que em meio as desgraças vibra com as cores verde, amarelo e vermelho.
Vermelho?
Não, não temos vermelho em nossa bandeira.
O vermelho está na história brasileira,
Que de tempos em tempos, mostra sua autoridade autoritária,
Sangrando seu povo belo e miscigenado, mostrando uma opressão discricionária.
Ferindo a liberdade da massa, defendendo a sociedade proprietária.
Óh Brasil!
Meu Brasil brasileiro,
Aqui somos herdeiros do tumbeiro
Chamado navio negreiro, que trouxe o povo negro para a escravidão,
Hoje somos afro - brasileiros também vitimas da submissão.
Somos descendentes de escravo submisso, índio preguiçoso e europeu superior,
Somos a mistura de tudo isso que nos transformou em um povo sonhador.
Agora, como filhos desta pátria,
Gritemos aos quatro cantos de toda terra
Somos brasileiros, com orgulho e muito amor.
Pollyana Almië
meu Brasil brasileiro,
que em meio as desgraças vibra com as cores verde, amarelo e vermelho.
Vermelho?
Não, não temos vermelho em nossa bandeira.
O vermelho está na história brasileira,
Que de tempos em tempos, mostra sua autoridade autoritária,
Sangrando seu povo belo e miscigenado, mostrando uma opressão discricionária.
Ferindo a liberdade da massa, defendendo a sociedade proprietária.
Óh Brasil!
Meu Brasil brasileiro,
Aqui somos herdeiros do tumbeiro
Chamado navio negreiro, que trouxe o povo negro para a escravidão,
Hoje somos afro - brasileiros também vitimas da submissão.
Somos descendentes de escravo submisso, índio preguiçoso e europeu superior,
Somos a mistura de tudo isso que nos transformou em um povo sonhador.
Agora, como filhos desta pátria,
Gritemos aos quatro cantos de toda terra
Somos brasileiros, com orgulho e muito amor.
Pollyana Almië
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